A Dívida Pública Federal (DPF) chegou a R$ 9,288 trilhões em julho, segundo dados divulgados pelo Tesouro Nacional. O valor representa uma alta de 0,22% em relação ao mês anterior, quando o estoque estava em R$ 9,268 trilhões.
O crescimento ocorreu mesmo com o Tesouro tendo resgatado mais títulos do que emitiu no mês. O principal fator para a alta foi a incorporação de R$ 89,95 bilhões em juros ao estoque da dívida.
Na prática, a dívida pública representa o dinheiro que o governo federal toma emprestado de investidores para financiar suas despesas e compromissos. Para conseguir esses recursos, o governo emite títulos públicos e se compromete a devolver o valor posteriormente, acrescido de juros.
A maior parte da dívida está dentro do país. A Dívida Pública Mobiliária Federal interna passou de R$ 8,921 trilhões em junho para R$ 8,948 trilhões em julho. Já a dívida externa caiu 2,12% no período e ficou em R$ 340,06 bilhões.
Mesmo com a alta, o estoque atual ainda está abaixo da previsão do Tesouro para o fim de 2026. O Plano Anual de Financiamento estima que a dívida federal termine o ano entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões.
A pressão sobre a dívida ocorre em um cenário de juros elevados. A taxa Selic está em 14% ao ano, o que aumenta o custo dos títulos públicos vinculados aos juros básicos da economia.
O governo também mantém uma reserva financeira para enfrentar períodos de maior necessidade de recursos e concentrações de vencimentos. Atualmente, estão previstos R$ 1,76 trilhão em vencimentos de títulos federais nos próximos 12 meses.
