Nova regra da CBV veta atletas trans em competições femininas de vôlei

A Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) anunciou uma nova política de elegibilidade que determina que apenas atletas do sexo biológico feminino poderão disputar as competições femininas organizadas pela entidade. A medida foi divulgada na sexta-feira (14) e será aplicada nas próximas edições das principais competições nacionais.

A nova regra estabelece critérios que as atletas deverão cumprir, entre eles a apresentação de resultado negativo para o gene SRY. A CBV informou que a mudança busca adequar suas normas às diretrizes do Comitê Olímpico Internacional (COI) e da Federação Internacional de Voleibol (FIVB).

O Osasco São Cristóvão Saúde se manifestou após o anúncio e afirmou ter sido “surpreendido” pela decisão, destacando que não participou previamente da discussão sobre a nova política. O clube encaminhou a norma ao departamento jurídico e declarou “integral apoio” à oposta Tifanny, que atua pela equipe desde 2021 e foi campeã da temporada 2024/2025.

A Federação Paulista de Volleyball (FPV) informou que, como o Campeonato Paulista começou antes da publicação da nova política, Tifanny segue autorizada a disputar a competição. A atleta foi a primeira mulher trans a jogar a Superliga, em 2017, e estreia pelo Osasco neste sábado (15), contra o Pinheiros, às 21h30, no Ginásio José Liberatti, em Osasco (SP).

A política anterior permitia a participação de mulheres trans mediante o cumprimento de critérios relacionados aos níveis de testosterona. A nova determinação será válida nas próximas edições da Superliga, Supercopa, Copa Brasil e do Circuito Brasileiro de vôlei de praia, a partir de 2027.

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