A inflação oficial do país, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), registrou alta de 0,88% em março. O resultado ficou 0,18 ponto percentual acima do mês anterior, quando o índice havia sido de 0,70%. No acumulado do ano, a inflação soma 1,92% e, em 12 meses, chega a 4,14%, acima dos 3,81% registrados no período anterior. Em março do ano passado, a taxa havia sido de 0,56%. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O avanço do índice foi puxado principalmente pelos grupos de transportes e alimentação e bebidas, que juntos responderam por cerca de 76% da inflação do mês. O grupo transportes teve a maior variação, com alta de 1,64%, seguido por alimentação e bebidas, com 1,56%.
Dentro de transportes, a gasolina teve o maior impacto, com aumento de 4,59%, contribuindo sozinha com 0,23 ponto percentual no índice. Também houve alta nas passagens aéreas (6,08%) e no diesel (13,90%), que influenciaram o resultado, embora em menor proporção.
Na alimentação, os destaques foram o leite longa vida, com alta de 11,74%, e o tomate, que subiu 20,31%. Esses dois itens, junto com os combustíveis, foram responsáveis por 0,43 ponto percentual do IPCA de março. Segundo o IBGE, todos os nove grupos pesquisados tiveram aumento de preços no mês.
O órgão também destacou que o cenário internacional e a alta dos combustíveis impactaram diversos setores, especialmente a alimentação no domicílio, que subiu 1,94%, a maior variação desde abril de 2022. Outros grupos tiveram variações menores, como educação (0,02%) e despesas pessoais (0,65%).
Já o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) ficou em 0,91% em março. No acumulado de 12 meses, o índice soma 3,77%. Entre os destaques, houve alta em despesas pessoais (0,65%), saúde e cuidados pessoais (0,42%) e habitação (0,22%), com influência de reajustes na energia elétrica, água e esgoto em algumas regiões do país.
Fonte: Agência Brasil
